Happy Oasis Day
Neste mês de julho, aviso que estarei monotemática
Eu podia fazer textão dizendo o quanto essa banda significa pra mim, desde a fita K7 com Don’t Look Back in Anger que minha mãe gravou do rádio e ouvia em loop sempre que dava saudade do meu irmão, que tinha se mudado pra estudar. Ia falar das vezes em que meu pai me mandou imprimir cifras de músicas deles pra ele tocar no violão pra me ouvir cantar. Ele gostava especialmente de Don’t Go Away. Podia falar de como eles me tiraram de uma depressão quando me mudei pro Rio e odiava tudo e todos naquela cidade (é, pois é). Dava até pra bancar que eles são indiretamente responsáveis por eu ter vindo morar em São Paulo, afinal, a minha primeira vez nessa cidade foi pra vê-los ao vivo, há quase 20 anos.
E o drama de quando eu perdi o show em 2009 por estar internada, com ingresso comprado e tudo? E se voltar no tempo, eles embalaram minha adolescência com meus amigos em Caxambu e o início da minha vida adulta no Rio, sempre ao lado do meu Gallagher de estimação. Teve a vez também em que aquele garoto do Facebook, sem saber de nada disso, me mandou um áudio direto de um shopping em Manchester enquanto estava tocando Live Forever e eu, besta, achei que aquilo fosse um sinal. E quando eu paguei um ônibus Rio-SP do meu próprio bolso pra entrevistar o Noel? Ou quando fiquei esperando o Liam sair do Circo Voador pra agradecer por ele ter mudado minha vida, e quem ouviu “obrigado” com aquele sotaque maldito de Manchester fui eu?
Dava pra dizer muita coisa. Muita. Se eu estou onde estou, hoje, é por causa deles. Mas vou dizer uma só: feliz Oasis Day, putada! It’s good to be back.


Happy Day(s) Love!!!!!